quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vento

Um forte vento atravessa a janela e invade a sala. A primeira reação é fechá-la, devido ao frio, mas ele se detém. Aguarda. Em poucos segundos, já consegue imaginar que aquele vento traz uma mensagem. Quase podia ouví-la...

Saiu. Do lado de fora, aquela sensação era ótima. A sensação de leveza. De liberdade. Há algum tempo, havia decidido se livrar de pesos passados. Achou que não conseguiria. Acabou sendo mais fácil do que ele pensava.

O ônibus virou a esquina e vinha pela rua. Ele fez o sinal, subiu, pagou, sentou-se. Imediatamente, sentiu falta do vento. Não das coisas que ele carregou consigo, mas da sua vinda. Porém, o vento é passageiro. Ainda que ele descesse do ônibus apenas para sentí-lo de novo, mais cedo ou mais tarde, o vento iria embora, e levaria aquelas decisões, aquelas circunstâncias, com ele. E então, a calma voltaria.

E ele esperaria pelo retorno do vento, das coisas que ele traria, e das coisas que levaria embora.

Um comentário:

Marina disse...

Não sou muito boa de comentários nos blogs e tal, como já disse, mas curti teu blog, já li algumas várias coisas apesar de não parecer xD
Ahn... sei la, não sei mais o que dizer :3
=*