quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Primavera... De novo




E então o inverno acabou. O vento mudou, e as árvores se permitiram deixar que as folhas crescessem. Nuvens começaram a ser mais presentes, e as flores das árvores menos tímidas já apareciam. Naquela semana, um belo ipê roxo havia florido no caminho dele.

No caminho dele, e no dela também.

Se perguntou se todos que passavam por ali viam o que ele via. Aquela beleza que selecionava tanto sua época de aparecer, com uma expectativa parecida com a que ele controlava diante das possibilidades que haviam surgido. Quase medo.

Como aquela árvore era bonita. Pensou em chamá-la, levá-la até lá, e simplesmente perguntar: "Você vê o mesmo que eu?"

Se a resposta dela fosse afirmativa, então ele teria certeza: Valeria a pena.

Porém, poesia demais não funciona na vida real. São cores demais, tanto quanto as flores que logo surgiriam nos pequenos bosques da cidade, inclusive perto daquele ipê roxo.

Mas a primavera havia chegado, e a hora era a ideal. De novo.

2 comentários:

Cacau disse...

Então, na rotina absurdamente corrida em que a maioria das pessoas se encontram, ainda há tempo de você parar e ler algo tocante, palavras que fazem o tempo parar. Nem que seja só por um instante.

E os escritores amadores são os que nos despertam mais interesse, pois tudo escrito ali é cru e também verdadeiro; um diamante a ser lapidado.

Parabéns!

Cristiane

Heitor Silva disse...

Muito obrigado. :)