segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Anormalidade

Outro dia fiz um Top Five no twitter das minhas esquisitices. A @mayaragabaldi foi na onda e fez um post no blog dela sobre as esquisitices da própria. Então vou copiá-la e fazer um aqui no meu também. Here we go:

-Eu imagino cenas de horror no dia-a-dia. Se estou na rua, vejo alguém ser atropelado, vejo um acidente de trânsido e alguém sendo arremessado pra fora do carro, um atentado a bomba, um suicida no alto de um prédio, etc. Não se tratam de instintos assassinos ou sadismo, mas uma imaginação bastante fértil e talvez inconscientemente pessimista;

-Se você tem um nariz feio, eu provavelmente não irei com a sua cara em um primeiro momento. É uma espécie de preconceito, mas como todos os outros que eu tenho, costumo dar uma chance antes de criar conceito sobre alguém;

-Odeio lugares cheios. É quase uma claustrofobia. Eu me apavoro, a menos que seja em show;

-Eu tive um olho de peixe no pé que sumiu sozinho. Ficou durante anos no meu pé, e em uma semana desapareceu. Preciso admitir que fiquei chateado na época :( poxa;

-Tenho horror a quiabo e beringela D: De ficar enjoado e passar mal só de olhar mesmo;

-Eu já colecionei bolinhas de papel. Nada de especial, só papel amassado;

-Eu tenho horror a botões. Não uso roupas que tenham botões, não tenho camisas sociais e só tolero o botão da calça porque fica sobre a camiseta, escondido. Não gosto nem de escrever ou falar ''botão''. Não consigo segurar um botão na mão por muito tempo, e sempre me vem a imagem de colocar um na boca, já fico com nojo;

-Eu invento histórias inteiras em questão de dez minutos, e as esqueço em seguida;

-Tenho mania de cheirar pescoços. Se o abraço levar mais de dois segundos, eu vou cheirar seu pescoço, seja homem, mulher, jovem, velho, hetero, gay...;

-Acredito que uma das minhas narinas tenha uma espécie de obstrução. Só sei que, tampando a normal, não consigo respirar só com a outra;

-Desenvolvi as pernas antes dos braços e do tronco, então pensem se eu não era muito zoado quando criança.


Acho que essas são as principais. Se eu lembrar de mais, atualizarei.
Falem de esquisitices suas nos comentários :)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vá lá fora e viva

Se você tem medo de algo, leia esse post até o fim, porque ele é pra você.


Eu não entendo pessoas que se deixam tomar pelo medo. Pessoas que preferem não agir, com medo das consequências. Não falo de momentos de loucura. Falo de decisões da vida.

Pessoas que temem o sofrimento, as dificuldades, ou até a felicidade em si.

Como será que essas pessoas sabem que estão vivas? Será que sabem? Será que elas têm consciência do quanto são patéticas?

E você? Você tem consciência do quanto você é patético? Você vive de fato ou só segue nessa inércia ridícula comumente confundida com vida, apenas pelo fato de estar respirando?

Eu presenciei isso recentemente. Minha decepção foi tamanha, mas esperada. Raiva? Senti. Mas acho que o que eu senti ainda mais foi pena.

Pena. Pois é. Eu, ao menos, sempre caio de cabeça nas minhas decisões. Não temo meus sentimentos, não temo nenhuma entidade divina, não me prendo a bens materiais e por esses aspectos me considero livre. Sou livre até não querer ser mais. Até querer abrir mão disso pelo amor. A maior burrice da vida que eu aceito e admito com o maior prazer. Sim, eu abro mão da liberdade pelo amor, e apenas por ele.

Mas não são todos que pensam (ou se sentem) assim. As pessoas tem medo, e não se dão completamente. São pessoas presas. Não são livres. E só saberão ser felizes no dia em que forem livres, e abrirem mão da liberdade. Irônico, não? Para ser feliz, primeiro você precisa ter a liberdade, e abrir mão dela. Só há coragem na liberdade.

Há quem se lembre dos meus posts sobre o medo. Eu mesmo não tinha a compreensão que tenho agora sobre esse assunto. Pois é. A decepção e o sofrimento ensinam, isso não se pode negar.

Você só vai ter essa vida.


''Só quando abrimos mão de tudo é que estamos livres para fazer qualquer coisa.''

domingo, 16 de janeiro de 2011

Autoproteção

''You decide your level of involvement!''¹


O instinto de autoproteção é algo bastante interessante. Já falei sobre esse assunto neste post, mas aqui, vou abordar de um ângulo diferente.

Quando um plano se inicia, já existe um consenso entre os envolvidos. Às vezes, esse consenso é verbal e claro; às vezes, não. Nesse segundo caso, os problemas são óbvios e com certeza vão aparecer.

Porém, uma coisa se aplica aos dois: Confiança.

O problema surge quando uma das partes não corresponde da forma como deveria. A citação que eu fiz é no começo do post, retirada de um filme, e no contexto da história, um dos personagens acusava o outro de não corresponder da forma correta. A resposta do outro foi a citação que eu fiz. ''You decide your lever of involvement.'' Pois é. Em outras palavras, ele disse: ''Eu vou me envolver só até onde eu achar que é benéfico pra mim, e você deveria fazer o mesmo.'' Ouvir isso é praticamente um soco na cara.

Confiança. O problema dela é que, quando falha, todos protegem só a si mesmos. Mas sempre tem aquele que não quer desistir. Que abre mão da segurança por um objetivo maior. Mais importante. Que já exigiu muito, então, vamos até o final. Burrice? Talvez. Mas o orgulho, a consciência e a persistência desse tipo de pessoa são muito fortes. E ele vai preferir esgotar seus recursos a desistir. Falhar não é o mesmo que desistir. Falhar tem o mérito da persistência. O resultado é o mesmo, mas a consciência fica tranquila.


Citações:
¹: Clube da Luta (Fight Club) - 1999, 20th Century Fox.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Família

Natal com família.

Todos aqueles parentes que você não vê há tempos, reunidos. Aquele tio engraçadão que adora um baseado; aquela vó bruxa que só se faz de coitada; aquele primo desandado que uns anos depois seria preso por roubo de carro; aquela prima de segundo grau que, apesar de já ter quase 30 anos, ainda curte a vida como adolescente; seus pais com aquele sorriso falso - que na verdade, todos estão, mas quando se é criança, só consegue perceber os dos seus pais... E você torcendo pra sua irmã, que é só um bebê, ter uma dor de barriga que force vocês a irem embora. Esperanças vazias que não se concretizam.

''E a escola?''
''Vai bem.''

''E as namoradas?''
''Nem tenho.''
''Como não?''
Se um dia você souber a resposta, me avise.

No começo você fica na sua, próximo dos seus pais. Até que alguém (geralmente aquela tia liberal) diz: ''Vai lá brincar com o resto das crianças!''

Você vai... E fica no seu canto do mesmo jeito. Se for novo o suficiente, pode arranjar um canto pra dormir e esperar a hora de comer ou ir embora.

E quando você cresce? Aí fodeu de vez. Você é obrigado a permanecer na sala, onde todos vão te fazer as mesmas perguntas da sua infância, talvez algumas novas, e sempre tentarão te constranger.

''E a escola?''
''Já terminei.''

''E esse cabelo?''
''Que tem ele?''
''Não corta não? Hahaha''
''Se me der vontade, é capaz.''

''E as namoradas?''
''Eu dou umas trepadas de vez em quando.''
''Como é??''
''Tô brincando. Eu dou umas trepadas todo dia.''

Palavrões voando pelo ar. Quanta falta de senso de humor. Ou vai ver é porque as crianças estavam presentes.

Mas agora você pode curtir tirar um sarro do seu tio maconheiro, que depois de todos esses anos, tem o cérebro igual a um queijo suíço de tanto puxar fumo.

''E aí, tio, como tão as coisas?''
''Ahn... Ah... Bem...''
''Cê viu aquela coisa das enchentes? Tenso né...''
''Verdade. Tudo culpa do governo.''
''O governo devia fazer parar de chover, né''
''NEM ME FALE! EU ACHO ISSO TUDO UM ABSURDO! ABSURDO!!! ESSES 'POLÍTICO' SÃO TUDO SAFADO!''

E aquela vó bruxa? Apesar de ter 500 anos, - e aparentar apenas 80, graças ao formol - nunca morre.

''Ai fio, não tô ouvindo nada que você tá falando. Repete?''
''Você é uma velha perturbada.''
''O que?''
''Nada vó, só disse que a senhora está maravilhosa.''

Família. Tsc tsc.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Promessa e Confiança

Post ''encomendado'' pela Beatriz Fukunari.



''Promete?''

Por que damos tanto valor a isso?

A nossa dificuldade em confiar nas pessoas está diretamente ligada ao fato de que não queremos nos decepcionar. A partir daí, em determinadas situações bastante específicas, queremos estabelecer uma espécie de compromisso, onde a palavra da pessoa fica em evidência. Qualquer deslize, e ela perderá nossa confiança pra sempre. Pelo menos, essa é a teoria.

A partir do momento que você exige que alguém faça uma promessa, e essa pessoa faz, você se coloca numa posição de desvantagem. Aquela pessoa tem poder sobre você, e se ela não se importar com você, não se importará em quebrar a promessa. Cuidado.

Mas quando a promessa é espontânea, quem se coloca em desvantagem é quem a fez, porém, com muito menos a perder do que na situação anterior, uma vez que quem fez a promessa busca confiança, ainda não a tem.


Então, quando uma promessa é quebrada, a confiança se perde?


Não necessariamente. Podem haver circunstâncias que dificultam ou impedem que a promessa seja cumprida. Cabe o bom senso de quem ''está em vantagem''. Ou pode acontecer o perdão também. :)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Beleza

Ele saiu. Queria ''tomar um ar''. O sol se punha a oeste, por detrás das árvores. O cheiro de umidade era constante naquela época do ano. O vento estava fraco, mas o ar estava frio, e isso o fazia tremer. Ele não se importava. Gostava de estar naquele lugar...

***

Ela acordou inspirada naquele dia. Tomou seu café e correu para o estúdio. Era uma vida um pouco difícil, mas ela nunca se arrependeu de ter estudado Música. Aquilo a realizava, quase podia ver as notas passeando pelo ambiente. Escrevia as notas como se já estivessem pensadas há tempos na sua cabeça. Quando terminasse, aquilo seria...

***

Um alarme de carro disparou na rua. Como se adivinhasse ainda antes de acordar, a dor voltou. Não havia nada mais que pudesse ser feito. Continuaria a observar o céu, lembrando dos seus momentos juntos, num sofrimento...

***

Ele a viu ao longe, vindo na sua direção. Fez que não. Esperou que ela chegasse mais perto. ''Oi!'' Abraçaram-se. ''Vamos?'' As mãos se tocaram, e os dedos se entrelaçaram. Ela riu de vergonha. Ele riu da risada dela. Não se percebia nada ao redor. O momento era deles, e era...



...belo.