sábado, 16 de outubro de 2010

Olhares e Sorrisos

Participação especial de Felipe Francisco. O texto antes do traço é de autoria dele. O posterior é meu.


Olhos são como prisões sem celas.

Parecem fácil de se escapar mas a liberdade está tão distante quanto o fim de um abismo.

Talvez não tenha passado por isso ainda, mas você sabe quando se apaixona por alguém apenas por olhar em seus olhos. Não tem como escapar, inevitável. Começa a conversar, começa a discutir e talvez até a namorar. Maravilhoso encanto de uma paixão... amor.

Amor a primeira vista? Talvez sim, não precisei conhecê-la para saber que era alguém diferente dos outros. Admirava sua notável de agitação, como seu sorriso aparecia em seus frágeis lábios, na sua voz que ecoava pelos ouvidos e também pelo seu jeito delicado em se aproximar das pessoas.

"Oi". Joelhos sem força perante o olhar caramelado de uma mulher. O chão não existia mais sobre meus pés, o encanto... "Oi".

Bastou para prender-me, talvez para sempre, numa emoção indescritível e muito semelhante a um verdadeiro "Eu te amo".

Contudo, todo abismo tem seu fim, e quem sabe nos resta uma chance de chegarmos a liberdade? Ou talvez eu prefira cair eternamente perdido nos brilhos de teus olhares castanhos. E sem fim.

Felipe Francisco.



Sorrisos. Simpatia. Um bom sorriso atrai as pessoas. Uma atração que não diz respeito à beleza. Mas à essência. Ao interior. Um sorriso, assim como um olhar, é uma janela para o interior da pessoa. Uma porta de entrada. ''Conheça-me.''

Quando vi aquele sorriso, as coisas desapareceram à minha volta. Admito, havia reparado no corpo dela antes, mas ela estava à distância e de costas. Foi quando ela se aproximou que as cores mudaram, vinham, voltavam, se misturavam, se confundiam. Meus olhos não focavam direito. Levei um tempo pra coordenar meu corpo para beijá-la no rosto, quando ela me surpreendeu com um abraço. Tive reflexo de abraçá-la sem que parecesse que fui surpreendido. Eu conseguia ouvir meu coração. Não sei se ela percebeu. Só sei que eu não me importava. Enquando eu a abraçasse, nada importaria.

Várias características dela eram opostas ao que costuma me atrair. O que só me fazia gostar dela ainda mais. Mas o sorriso com certeza foi o que iniciou tudo. Maldito sorriso.

Eu gostava do jeito delicado dela de andar, de falar, de pegar na minha mão... de me abraçar. Parece pouco, um toque de mãos, dedos entrelaçados, alheios aos acontecimentos ao redor, como uma peça no lugar errado, um musicista que se atrapalhou na hora que a orquestra se posicionou, mas que a melodia que ele produziu coube muito bem no espetáculo. E, subitamente, ele se deu conta. E seu instrumento parou de tocar. E tudo desmoronou, e se perdeu no infinito daquele olhar, e daquele sorriso.

6 comentários:

Lucy disse...

que lindo véi, adorei o seu texto heitor,quase me lembrou algo hauaha
bjobjo

Anônimo disse...

Hahaha
Será que Mr. Heitor foi Flechado pelo Cupido? Acho que sim :3
(:

Heitor disse...

Haha. Isso faz mais um ano. Só achei que valia a experiência pra falar sobre sorrisos. :)

Anônimo disse...

Não Acha Excesso de Poesia e Romantismo para tratar de...Sorrisos? (:
:*

Anônimo disse...

Desculpa o double,mas gostei muito do seu post... (:
:*

Anônimo disse...

Um post para se chorar mesmo, não deveria ter lido... Seu menino ruim D':