sábado, 31 de julho de 2010

Isolamento

A sensação de isolamento é algo que todos já sentiram. Alguns sentem isso raramente, outros vivem imersos nisso. Eu pertenço ao segundo.


As pessoas têm a falsa impressão de que alguém que é naturalmente isolado se acha melhor que as outras pessoas ou simplesmente não quer estar com outras pessoas. Mero engano.


Toda regra tem sua exceção, e de fato, algumas pessoas que se isolam têm essa postura que eu descrevi. Porém, a maioria não gosta muito das pessoas ou prefere ficar abaixo do radar mesmo. Algumas pessoas gostam de atrair a atenção e são naturalmente carismáticas. Outras preferem manter distância.


A falta de apoio é um dos melhores exemplos de isolamento, que, contraditoriamente, acontece de vez em quando com todas as pessoas. Inclusive com as carismáticas, que geralmente têm poucas pessoas de confiança.


Eu estou passando por um desses períodos. Tenho poucos amigos e culpo parte a mim mesmo e parte ao lugar que vivo por isso. Parte a mim por ser do tipo discreto, mas já me aceitei. Parte ao lugar que vivo por não encontrar muitas pessoas com quem eu tenha coisas em comum. Falo de gosto musical, de ideais e etc. Ontem tive uma conversa muito interessante com uma amiga, e é a primeira pessoa aqui que apontou algo que eu já havia percebido sobre o lugar e as pessoas que vivem aqui. Naquele curto tempo não me senti isolado.


Esse post termina aqui. Tentarei postar mais. :)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Personalidade

Quer falar sobre algo extremamente deturpado e distorcido? Então o assunto é ''personalidade''.

Dizem que cada um tem a sua. Não é de todo verdade. Cada um pode ter a sua. No entanto, muitas pessoas abrem mão de sua personalidade. Por que elas fazem isso? A única resposta que me vem à mente é: ''Intelecto reduzido''.

Por que abrir mão de ser você mesmo, de ser único, para seguir o que outros definiram?

A maior inimiga da personalidade é a moda. Um monte de conjuntos de idéias pré-definidas embaladas e prontas para vender. Falo da moda de forma geral. E o modo de produção capitalista é o patrocinador do estupro da personalidade. Propagandas na TV invadem nosso horário de jantar, nosso descanso durante o uso da internet, enquanto ouvimos rádio... Tudo isso somado a uma educação precária, tanto familiar quanto escolar, não desenvolve senso crítico das pessoas e tão pouco personalidade, já que estes estão relacionados.

Eu não teria nenhum problema com uma pessoa que gostasse, por exemplo, de Harry Potter, se ela tivesse o mínimo de senso crítico e personalidade, se isso não afetasse a vida dela de tal forma que a deixasse perturbada, como se aquilo fosse um semidivino. Ontem eu vi no Twitter algo assim: ''RT se a mulher dessa foto mudou a sua vida''. A mulher da foto em questão era a autora de Harry Potter. Eu já li livros incríveis com muito conteúdo que não chegaram a mudar minha vida da forma como esses fãs ou seguidores de modas retratam. Alguns contribuíram para o meu crescimento intelectual, e dessa forma mudaram algo em mim, mas nada tão dramático quando ''mudar minha vida''. Ainda mais algo sem conteúdo como Harry Potter. Nenhum tipo de livro ou filme do qual eu usufruí que tinha como objetivo apenas entreter, sem contribuir intelectualmente, mudou minha vida. Só posso lamentar por essas pessoas serem tão influenciáveis e vazias.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Por que?

Por que ''Limões Vermelhos''?

Por que você tem cabelo comprido?

Por que você não acredita?

A resposta: Porque eu tenho minha personalidade.


As perguntas são perigosas. E potencialmente construtivas. Pergunte, reflita, procure saber. Tenha a humildade de questionar o que você acredita e o que te cerca todos os dias. NÃO ACEITE o que te dizem. NUNCA ACEITE. SEMPRE, todas as vezes, REFLITA, procure saber. Não seja um papagaio que apenas repete.


Algo que vi muito na minha vida (principalmente na minha época de projeto de punk) são discursos feitos. As pessoas aprendem um discurso ou ensaio ideológico, adotam pra si, e o repetem como maneira de se justificar. Preciso exaltar o quanto isso é ridículo?


Eu, pelo menos, quando adotei o discurso, fiz minhas reflexões e o modifiquei para adaptá-lo ao meu modo de vida e às minhas idéias (até perceber o quanto vazio ele era e abandoná-lo).


A questão não é ter uma base. Óbvio, toda idéia precisa vir de algum lugar. Minha revolta vêm justamente da idéia vendida, da idéia sem reflexão.


Sabe quais são as diferenças entre alguém que você conheceu que morreu desconhecido e Galileu, Einstein, Marx, Newton, Colombo? Eles refletiram. Eles desafiaram o que todos acreditavam. E mais: Provaram estarem certos.


Então, todos os dias, ao se deparar com qualquer coisa, pense: ''Será que é assim mesmo? Pode ser diferente? Por que todos acham que é assim? Por que todos pensam dessa forma? E se eu não concordar com isso?'' Qualquer coisa mesmo. Por mais supérflua que possa ser ou parecer.


Pare. Olhe. Pense.

sábado, 3 de julho de 2010

Um novo começo

Pois é. Apaguei todos os posts que eu tinha nesse blog. Resolvi recomeçar. Acontece que eu não sou o tipo de pessoa que leva firmemente decisões assim. Eu não sou o tipo de pessoa que tem epifanias nem que segue com muita força de vontade uma decisão repentina, ainda que seja própria. Eu considero isso um dos meus defeitos mais graves.

Eu penso. Eu analiso, uso a razão, não a emoção. A emoção não me afeta com muita força (não confundam isso com insensibilidade, por favor). Talvez, se eu não tivesse idéias antimilitaristas e antipatriotistas tão fortes, eu seria perfeito para ser Oficial do Exército.

Há alguns anos eu me vejo numa posição delicada. A de mudar pelo meu próprio bem. Para me adequar a um sistema de vida o qual todo o mundo civilizado segue. E ele não me agrada. Eu não quero seguir esse sistema. Não quero estudar, acumular conhecimento inútil, passar numa prova que não avalia nada, poder estudar numa faculdade de alto nível, para poder ter uma vida confortável enquanto várias pessoas no mundo vivem com menos de dois dólares por dia. Essa idéia me dói profundamente. Seguir o sistema. Essa é uma das pouquíssimas coisas que realmente me sensibiliza.


Bom, meu ''recomeço'' fica por aqui. Acho que a minha personalidade é muito forte para que ele possa sair do blog. Então, mudarei o que eu puder, que por enquanto, só diz respeito à essa página...